Five Nights at Freddy’s 2 (por Casal Doug Kelly)

Five Nights At Freddy’s 2 (2025), longa-metragem estadunidense de terror, distribuído pela Universal Pictures, estreia, oficialmente, nos cinemas brasileiros, a partir do dia 04 de dezembro de 2025, com classificação indicativa 14 anos e 104 minutos de duração.

Após o sucesso do primeiro filme, a sequência chega aos cinemas com a difícil missão de expandir um universo que já conquistou uma legião de fãs, mas que ainda sofre resistência da crítica. O longa tenta agradar tanto os “superfãs”, que conhecem cada detalhe da mitologia criada por Scott Cawthon, quanto o público casual que busca apenas sustos e entretenimento. Mas será que funcionou?

A trama se passa um ano após os eventos do primeiro filme. Mike (Josh Hutcherson) tenta seguir em frente cuidando da irmã Abby (Piper Rubio), mas a menina continua obcecada pelos animatrônicos. Vanessa (Elizabeth Lail), ainda marcada pelo trauma ligado ao pai William Afton (Matthew Lillard), surge como a personagem mais complexa, embora o roteiro não lhe dê espaço suficiente. A história cresce com a chegada de caçadores de fantasmas liderados por Lisa (Mckenna Grace) e pela introdução de Michael (Freddy Carter), que leva o grupo ao antigo restaurante. É lá que o Marionette se torna a nova ameaça.

Tecnicamente, há pontos positivos. Os animatrônicos impressionam pela presença física e peso em cena. A trilha dos Newton Brothers reforça a atmosfera de tensão, e o elenco entrega boas atuações — com direito a participações curiosas como Megan Fox dublando Chica e MatPat dando voz a Bonnie.

O problema está no roteiro. Scott Cawthon, assumindo sozinho a escrita, tenta condensar referências de jogos, livros e teorias em um único filme. O resultado é uma narrativa fragmentada, com saltos de tempo e personagens que entram e saem sem desenvolvimento. Há momentos que beiram o cômico involuntário, como a cena da feira de robótica, e participações de peso como Matthew Lillard e Skeet Ulrich acabam desperdiçadas.

O desfecho também deixa a desejar: em vez de concluir a trama, o filme aposta em um gancho para futuras continuações, reforçando a sensação de episódio de série. Para os fãs, há diversão garantida nos easter eggs e na nostalgia. Para quem não conhece o universo, a experiência pode soar confusa e pouco satisfatória.

Em resumo, “Five Nights at Freddy’s 2” é um espetáculo de referências e fan service que diverte quem já fala a “língua” de Fazbear, mas carece de foco e consistência para se sustentar como filme independente. O potencial está lá, mas ainda falta uma escrita mais coesa para transformar a franquia em algo realmente lendário.

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