
Invocação do Mal: O Último Ritual (The Conjuring: Last Rites, 2025), longa-metragem estadunidense de suspense e terror, distribuído pela Warner Bros, estreia, oficialmente, nos cinemas brasileiros, a partir de 04 de setembro de 2025, com classificação indicativa 16 anos e 131 minutos de duração, marcando a despedida da franquia principal e carregando a ansiedade de encerrar uma das sagas de terror mais lucrativas da história.
A trama se inspira no caso Smurl, ocorrido em 1986 na Pensilvânia nos Estados Unidos, e coloca novamente Ed e Lorraine Warren (Patrick Wilson e Vera Farmiga) diante de uma família atormentada por forças demoníacas. O diferencial aqui é que os próprios Warren também se tornam vítimas: a filha Judy (Mia Tomlinson) passa a ser alvo de uma entidade que a persegue desde o nascimento.
O roteiro alterna entre o sofrimento dos Smurl e os dilemas dos Warren, mas essa divisão gera um ritmo irregular. O núcleo da família assombrada, que remete ao clima do primeiro filme, acaba relegado a segundo plano até o terço final. Ainda assim, há sequências eficazes, como a filha dos Smurl revisitando fitas para flagrar a presença da entidade e a morte inesperada de um personagem recorrente.
O elenco mantém a força da franquia. Wilson e Farmiga consolidam a química que já sustentavam nos filmes anteriores, e Tomlinson se mostra uma excelente adição, equilibrando a fragilidade e poder psíquico de sua personagem. A direção é novamente de Michael Chaves, que após críticas ao tom cartunesco da parte 3, busca recuperar a atmosfera mais séria e próxima do estilo de James Wan (ainda que graças ao roteiro, isso se torna pouco eficiente).
O filme, em sua longa duração, sofre com certa dilatação, especialmente pela tentativa de equilibrar o terror com momentos mais leves. Essa mistura de susto e humor, da forma aqui aplicada, dividirá opiniões: para alguns, suavizará o peso da história; para outros, quebrará a tensão.
Em resumo, “Invocação do Mal 4: O Último Ritual”, funciona como uma despedida calorosa dos Warren, com direito a um clímax que combina o sobrenatural com emoção familiar. Não alcança o impacto do primeiro filme, mas fecha o ciclo com dignidade e saudosismo, reafirmando o lugar da franquia como um dos maiores fenômenos do terror mundial.














