
Drop: Ameaça Anônima (Drop, 2024), longa-metragem estadunidense de suspense psicológico, distribuído pela Universal Pictures, estreia, oficialmente, nos cinemas brasileiros, a partir do dia 10 de abril de 2025, com classificação indicativa 14 anos e 100 minutos de duração.
A trama acompanha Violet Gates (Meghann Fahy), uma terapeuta de Chicago que decide sair para seu primeiro encontro após a morte de seu marido abusivo. Deixando o filho Toby aos cuidados da irmã Jen, ela se dirige a um restaurante sofisticado para conhecer Henry Campbell (Brandon Sklenar), fotógrafo com quem vinha trocando mensagens em um aplicativo. O que deveria ser uma noite de recomeço se transforma em pesadelo quando Violet começa a receber mensagens anônimas pelo sistema “Digi-Drops”, que rapidamente passam de brincadeiras a ameaças diretas. A situação se agrava quando ela descobre, pelas câmeras de segurança de sua casa, que um homem armado invadiu a residência. A partir daí, o filme se desenrola em um jogo de manipulação dentro do restaurante, onde cada cliente pode ser suspeito.
O diretor Christopher Landon já havia demonstrado habilidade em unir suspense e humor em títulos como “Freaky – No Corpo de Um Assassino” (2020) e “A Morte Te Dá Parabéns” (2017), além de sua contribuição para a franquia “Atividade Paranormal”. Em “Drop”, ele abandona o tom cômico e aposta em uma atmosfera mais seca, lembrando thrillers dos anos 90 que colocavam personagens comuns em situações extremas.
O elenco coadjuvante conta com nomes como Violett Beane que vive Jen, a irmã que cuida do filho durante o encontro, enquanto Jeffery Self aparece como Matt, um garçom que se torna peça importante na trama. Há ainda participações de Jacob Robinson como Toby, Reed Diamond como Richard e Gabrielle Ryan como Cara, a bartender que interage com Violet.
O filme tem ritmo ágil e se beneficia da trilha sonora de Bear McCreary, que intensifica a sensação de claustrofobia dentro do restaurante. A direção de Landon mantém o espectador em constante dúvida sobre quem está por trás das ameaças, explorando bem o espaço limitado e a paranoia crescente.
Em resumo, “Drop: Ameaça Anônima” funciona como um suspense eficiente, que não busca grandes reviravoltas mirabolantes, mas sim a construção de uma tensão contínua. É um filme que dialoga com o medo da exposição digital e da invasão de privacidade, ao mesmo tempo em que entrega uma experiência de entretenimento sólida. Landon reafirma sua versatilidade ao transitar do terror cômico para o thriller psicológico, e o resultado é uma obra que prende a atenção até o último minuto.













