Kolobos – Pesadelos Tornam-se Realidade (por Peter P. Douglas)

Kolobos – Pesadelos Tornam-se Realidade (Kolobos, 1998), longa-metragem estadunidense de terror e suspense, com classificação indicativa 18 anos e 87 minutos de duração, mistura elementos de reality show, slasher e delírio psicológico com uma estrutura que se desvia do padrão mais comum entre os filmes dos anos 90.

A história, dirigida por David Todd Ocvirk e Daniel Liatowitsch, começa com Kyra (Amy Weber), uma jovem artista que acorda ferida em um hospital, sem conseguir dizer mais do que uma palavra. A partir daí, o filme volta no tempo e mostra como ela foi parar ali.

A proposta de participar de um experimento filmado em uma casa isolada parece inofensiva, mas logo se transforma em um jogo de sobrevivência. Os participantes descobrem que estão presos, sem saída, e começam a ser perseguidos por uma figura deformada e violenta.

O filme não se limita a sustos ou mortes. Há uma tentativa de brincar com a percepção do que é real e do que é delírio. Kyra tem visões, e o público é levado a questionar se tudo aquilo está mesmo acontecendo ou se é parte de sua mente. Essa escolha dá ao filme um tom mais caótico, com cenas que se sobrepõem e se repetem, criando uma sensação de confusão que parece intencional.

A estética lembra produções de baixo orçamento, com efeitos práticos e cenários simples. Isso não compromete o impacto das cenas mais violentas, que são diretas e funcionam dentro da proposta. O uso de gravações internas, como se os próprios personagens estivessem sendo filmados, reforça a ideia de vigilância constante e contribui para o clima de paranoia.

O roteiro não se preocupa em amarrar todas as pontas. Algumas perguntas ficam sem resposta, e o final deixa espaço para interpretações. Isso pode frustrar quem espera uma explicação clara, mas também permite que o filme permaneça na memória por mais tempo. Ele mistura gêneros, brinca com formatos e entrega uma experiência que foge do comum.

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