Predador: Assassino de Assassinos (por Casal Doug Kelly)

Predador: Assassino de Assassinos (Predator: Killer of Killers, 2025), longa-metragem estadunidense de animação, distribuído pela Disney+, com classificação indicativa 18 anos e 85 minutos de duração.

A animação expande o universo da franquia com uma estrutura dividida em quatro partes, cada uma ambientada em um período histórico distinto, e todas convergindo para um desfecho que amplia as possibilidades da saga.

A proposta do diretor Dan Trachtenberg parte de um princípio claro: colocar a criatura em confronto com guerreiros humanos de diferentes épocas. O primeiro segmento se passa entre vikings, o segundo no Japão feudal, o terceiro durante a Segunda Guerra Mundial, e o último fora da Terra. Cada capítulo tem cerca de vinte minutos e funciona como um episódio autônomo, mas com ligações que se revelam aos poucos.

A escolha pelo formato animado permite uma escala que seria difícil de alcançar em produções convencionais. Os combates são variados, com estilos que refletem os contextos históricos e os perfis dos predadores. Há um esforço em fazer com que cada predador se relacione com o tipo de guerreiro que enfrenta, o que gera paralelos curiosos entre caçador e presa. A técnica de animação, embora não seja das mais refinadas, cumpre seu papel ao destacar os momentos de confronto e ao economizar nos elementos periféricos.

O ritmo é constante. A ação domina quase todo o tempo, e os diálogos são mínimos, especialmente no segundo episódio. Isso favorece uma abordagem mais direta, centrada na sobrevivência e na tensão entre os personagens. O elenco de vozes é composto por profissionais que priorizam a entrega dramática, sem recorrer a nomes famosos apenas para atrair atenção.

O último capítulo serve como ponte para futuras produções, encerrando com uma abertura narrativa que sugere novos rumos. Ainda que não tenha o impacto dos segmentos anteriores, cumpre a função de ampliar o escopo da franquia. O projeto como um todo se afasta das fórmulas repetidas e tenta explorar novos territórios, sem depender tanto de referências diretas ao filme original de 1987.

“Predador: Assassino de Assassinos” não se limita a repetir o que já foi feito. Ao escolher diferentes cenários e estilos de combate, e ao apostar em uma estrutura fragmentada, o filme se posiciona como uma tentativa de revitalização. Não há promessas de reinvenção, mas há uma busca por caminhos menos previsíveis, o que já representa um avanço dentro de uma franquia que há muito pedia por novos rumos.

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