G-Dragon in Cinema: Übermensch (por Peter P. Douglas)

G-Dragon in Cinema: Übermensch (2025), longa-metragem musical sul-coreano, distribuído pela Sato Company, estreia, oficialmente, nos cinemas brasileiros, a partir do dia 30 de outubro de 2025, com classificação indicativa Livre e 105 minutos de duração.

Filme-concerto que não tenta ser mais do que é: um registro de palco com ambição técnica e foco total na figura de G-Dragon (Kwon Ji-yong, nascido em agosto de 1988, rapper, compositor, produtor musical, empresário e designer de moda sul-coreano).

O que se vê é um artista que retorna depois de oito anos longe das turnês internacionais, e que parece ter escolhido cada detalhe do espetáculo com precisão. A direção de Byun Jin Ho não interfere no que está sendo mostrado, apenas organiza os momentos para que o público tenha uma experiência próxima da que teria ao vivo. O longa aparenta, claramente, ter sido produzido para formatos como IMAX e 4DX.

A trilha é composta por sucessos como “Crooked”, “Heartbreaker” e “Power”, além de faixas mais recentes como “Home Sweet Home”. Há participações de nomes conhecidos, para apreciadores do gênero, como Taeyang, Daesung e CL, o que dá ao show um ar de reencontro entre figuras que marcaram época no K-pop.

O filme não tenta contar uma história nem fazer grandes reflexões. Ele mostra o que aconteceu no palco, com cortes bem pensados e uma captação de som que valoriza os momentos mais energéticos. Importante ressaltar que, os diálogos são legendados, já a letra das músicas não.

G-Dragon aparece como alguém que sabe o que quer mostrar. A performance é segura, o repertório é escolhido com cuidado, e há uma atenção clara ao ritmo do espetáculo. O filme não tenta ser um documentário nem uma cinebiografia. É um registro de um show, feito para quem já conhece o artista e quer vê-lo em ação. Para quem não conhece, talvez seja uma porta de entrada. Para quem já acompanha, é uma forma de estar presente mesmo à distância.

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