Alien: Romulus (por Peter P. Douglas)

Alien – Romulus (2024), longa-metragem estadunidense de ficção-científica, distribuído pela Walt Disney Company, estreou, oficialmente, nos cinemas brasileiros, no dia 15 de agosto de 2024, com classificação indicativa 16 anos e 119 minutos de duração.

Quando Ridley Scott trouxe “Prometheus” (2012) e “Alien: Covenant” (2017) ao público, ambos os filmes enfrentaram críticas por não capturarem o mesmo nível de tensão e emoção de ficção-científica de “Alien, o Oitavo Passageiro” (1979) e “Aliens: O Resgate” (1986).

Dirigido por Fede Alvarez, o longa atende àqueles que consideraram os capítulos anteriores excessivamente filosóficos e carentes de ação envolvendo alienígenas. Embora repleto de referências à franquia, que ocasionalmente podem parecer exageradas, a direção de Alvarez se destaca. Seu domínio sobre o ritmo e os cenários, combinado com sua paixão pela série, torna “Romulus” uma experiência envolvente, cheia de tensão e ação. Apesar de não alcançar a ambição de alguns dos filmes anteriores, o longa se mantém como uma contribuição sólida à saga.

Este é o primeiro filme da franquia Alien a apresentar um elenco composto quase inteiramente por jovens adultos, o que traz um frescor visual à trama. Cailee Spaeny, brilhante em “Priscilla” (2023) e “Guerra Civil” (2024), mantém sua sequência de protagonistas cativantes no papel de Rain, enquanto David Jonsson, oferece uma performance intrigante e desconfortável como Andy, o “irmão” andróide de Rain. No entanto, os personagens que os cercam são menos precisamente definidos. Não é difícil prever quais rostos estarão a salvo e quais estarão prestes a ser perfurados.

Simplificando as tramas complexas das prequelas, “Romulus” apresenta um enredo maravilhosamente direto: cinco indivíduos e um sintético chegam a uma estação espacial cheia de criaturas mortais e precisam lutar para sobreviver e escapar. E é exatamente isso! A simplicidade da história permite que Alvarez e o co-roteirista Rodo Sayagues dediquem-se à criação do universo e ao desenvolvimento das cenas que tornam o filme uma experiência visual e dinâmica.

Os sustos surgem, mesmo que a lógica da trama seja instável em alguns momentos, enquanto os túneis com aspecto de traqueias, revestidos por um tecido alienígena viscoso, fornecem um ambiente visualmente perturbador e fascinante para as cenas de ação.

Em resumo, “Alien – Romulus”, se destaca como uma adição valiosa à franquia, preservando a essência do terror espacial e entregando uma história envolvente e direta, ainda que tropece ocasionalmente ao depender de referências nostálgicas.

Compartilhe