
Um filme sobre amizade, mudanças profissionais e petróleo, em pleno Texas (EUA), é a grande sacada de “Texano Por Acaso”, dirigido por Mark Kambert Bristol, com roteiro de Julie B. Denny e Cole Thompson, de 2023.
Erwin Vandeveer (Rudy Pankow), recém-formado em Harvard, vê sua carreira como ator naufragar após erro catastrófico em seu primeiro trabalho. Sem perspectivas, ele acaba no Texas, onde conhece Merle Luskey (Thomas Haden Church), um perfurador de petróleo falido que o vê como sua última esperança. Com ajuda de Faye (Carrie-Anne Moss), uma garçonete, os dois embarcam em uma jornada repleta de perigos, envolvendo fraudes, enfrentamento de uma companhia petrolífera corrupta e uma corrida desesperada para evitar que os sonhos de Merle sejam destruídos.
Embora em um primeiro momento pareça mais uma história (nada original) sobre um jovem sonhador em busca de uma carreira em Hollywood, que por ironia do destino acaba conhecendo um mestre que o ajuda a se tornar alguém melhor, “Texano Por Acaso” surpreende ao inverter os papéis. No filme, a carreira de Erwin é valorizada ao colocar o jovem ator como peça-chave na transformação do petroleiro Merle.
A dupla de atores se destaca pela sincronia em cena. Rudy Pankow (Erwin) e Thomas Haden Church (Merle) interpretam muito bem seus papéis, com uma naturalidade resultante da parceria entre eles.
Ao lado dos protagonistas, destacam-se também Carrie-Anne Moss, no papel de Faye; Julio Cedillo, no papel do Xerife Nall; Bruce Dern como Scheermeyer e David Denney como Virgil.
Além dos bons atores e do roteiro criativo, a atmosfera do longa é complementada pela trilha sonora, que se encaixa perfeitamente com cada cena.
“Texano Por Acaso” é um excelente filme para assistir e reassistir com a família e com os amigos.















