
Gabriel Godinho Sampaio é um nome em ascensão no cenário da ficção especulativa brasileira. Escritor, professor da rede pública, roteirista e diretor de arte, ele reúne múltiplas linguagens para construir universos ficcionais densos, mas acessíveis. Com seis obras publicadas, Gabriel transita entre fantasia, terror e ficção científica, sempre costurando temas sociais e reflexões contemporâneas em suas histórias. Seu novo lançamento, Tecnomaquia: Robôs vs Androides, marca um salto criativo ao unir narrativa literária e quadrinhos para discutir os impactos da tecnologia em nossas vidas.
Situada em um passado distante do universo ficcional de Exídium, a obra mistura contos e HQs para contar uma história épica de revolta social em uma galáxia desigual, dominada por elites que fabricam robôs enquanto grande parte da população vive à margem. A narrativa segue um mecânico que se junta a androides e cyborgues conscientes em uma jornada revolucionária política e existencial.
A inspiração para seguir o caminho da ficção científica veio cedo. “Na adolescência, eu lia os clássicos disponíveis nas bibliotecas públicas, como Verne, Wells, Asimov. A ciência foi minha forma de entender o mundo e as questões existenciais que surgiam”, conta Gabriel. Mais tarde, sua atuação como professor o aproximou ainda mais da juventude e ampliou seu senso de responsabilidade. “Ser educador me obriga a manter um certo otimismo. Não posso contar histórias que deixem meus leitores sempre deprimidos”, reflete.
O projeto da HQ surgiu a partir de uma parceria com a quadrinista Aline Martins. Gabriel já havia escrito um conto com o enredo base de Tecnomaquia, que foi então adaptado para o formato gráfico. “O contato com o público em feiras e eventos me mostrou que o formato HQ amplia muito o alcance da história. Pretendo explorar isso cada vez mais.”

A HQ conta com ilustrações de Aline Martins, cores e artes conceituais de Salviano Borges e participação do ilustrador Ryan Nascimento. A proposta estética é impactante e fluida, pensada para dialogar com o público jovem, mas também para encantar leitores experientes da ficção científica.
Além de entretenimento, a obra se posiciona como uma crítica provocadora sobre os rumos da humanidade, inteligência artificial, exploração e revolução. Tecnomaquia é, nas palavras do autor, “um chamado para imaginar outros futuros possíveis e mais justos”.
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