Os Caras Malvados 2 (por Casal Doug Kelly)

Os Caras Malvados 2 (The Bad Guys 2, 2024), longa-metragem estadunidense de animação, distribuído pela Universal Pictures, estreia, oficialmente, nos cinemas brasileiros, a partir do dia 14 de agosto de 2025, com 104 minutos de duração.

Trata-se de uma daquelas continuações que abraçam o caos com estilo e conseguem transformar isso em diversão pura. O filme não tem medo de ser exagerado — e é justamente aí que ele brilha. A ideia de levar os personagens para o espaço pode parecer absurda, mas dentro do universo maluco e irreverente da franquia, funciona como uma expansão natural da loucura que já conhecemos. É como se os criadores tivessem dito: “vamos pirar, mas com propósito” — e conseguiram.

A animação está ainda mais afiada, com cores vibrantes e uma estética que mistura quadrinhos, videogame e cinema de ação. Cada cena parece pensada para ser memorável, seja pela composição visual ou pela trilha sonora que dá ritmo e personalidade às sequências. Os personagens continuam carismáticos, e o grupo principal mantém aquela química que faz a gente torcer por eles mesmo quando estão tentando fazer a coisa certa do jeito mais atrapalhado possível.

O retorno do Professor Marmelada como participação especial é um acerto — ele é caótico, engraçado e traz aquele toque de imprevisibilidade que mantém tudo interessante. E a introdução de novos aliados e rivais dá um frescor à dinâmica do grupo, sem tirar o brilho dos protagonistas.

O roteiro acerta ao equilibrar ação, comédia e drama. Tem piada boba? Tem, claro. Mas elas são entregues com tanta confiança que acabam funcionando. E no meio de toda a correria, há espaço para falar de amizade, redenção e identidade — sem parecer forçado. A dinâmica entre os personagens evolui, e o filme mostra que crescer não significa perder a essência.

É um daqueles casos em que o exagero é parte do charme. “Os Caras Malvados 2” não tenta ser algo que não é. Ele sabe que é uma aventura animada para divertir, e faz isso com energia, criatividade e uma dose generosa de personalidade. Dá pra sentir que quem fez o filme estava se divertindo — e isso contagia.

Compartilhe